Laura chegou!

Ela é linda, fofa, interessante, cheia de carinhas engraçadas. Tem um rostinho de boneca e já consegue ser muito doce. Seu cabelinho tem cheiro de baunilha! Sua presença já é imensa na nossa casa! Ela é a Laura, minha "filha filha", o maior presente que eu poderia ter recebido nesta vida. Acho que eu sou a mãe mais apaixonada do mundo. Apaixonada pela Laura e pelo Pai da Laura, co-autor desta obra preciosa.

22 outubro, 2006

Novos companheiros de banho



Nas compras de ontem no shopping eu fiz um verdadeiro estrago nas minhas finanças. Fui para comprar uma bolsa térmica para transportar leite e acabei comprando uma bomba, uma fralda diferente que eu não conhecia da Pampers, lacinhos e calcinha para Laura e, o mais legal, brinquedinhos de banheira. Hoje no banho a Laura ficou olhando os bichinhos e parece ter gostado dos novos companheiros.

Ah, comprei (para mim!) um ursinho carinhoso, alguém se lembra? O caixa da loja, super compreensivo, disse que eu não precisava ficar com vergonha porque eles normalmente fazem encomenda da coleção inteira dos Ursinhos Carinhosos para quem quer. Adultos claro, porque, segundo ele, as crianças não vêem a menor graça em bonequinhos que não falam, não se mexem, não fazem nada. Mas com os adultos é uma questão de apego emocional, memória afetiva, estas coisas. Aí ele disparou: "você fez o álbum, não fez?!". Claro que eu fiz. E tive que comprar o ursinho zangadinho. Mas não encomendei a coleção...

Laura de saia


Vou dizer uma coisa que eu já ouvi diversas vezes e espero que não soe mal: cuidar de uma menina parece brincar de boneca. Eu me sinto realmente brincando de boneca toda vez que vou escolher uma roupinha para a Laura. Agora com os laços então, estou ficando impossível. Para completar, na semana passada eu comprei um tênis rosa para a Laura e aí pude fazer hoje a combinação mais ultra fashion jovem descolada up para receber os avós que vieram visitá-la. Segundo os depoimentos, o look foi aprovado.

Laura e Rachel - primeiro encontro






Finalmente a Laura e a Rachel se encontraram! A Rachel é a filha de 10 meses de uma grande amiga minha dos tempos de faculdade, Renata, que eu não via há algum tempo. Já estávamos nos falando por telefone, a Renata me ajudou muito no início da amamentação com dicas valiosas. Aliás, toda mãe de primeira viagem deveria obrigatoriamente contar com uma amiga mais experiente para este assunto de amamentação. O instinto materno existe, mas no início o que se dá é um árduo processo de aprendizado mútuo, mãe e bebê. Sem apoio fica bem difícil.

O encontro foi delicioso, pudemos trocar muitas figurinhas sobre a maternidade e lamber à vontade nossas crias. Os pais também interagiram e exibiram orgulhosos suas princesinhas para a foto. Foi uma delícia!

A Renata deu para a Laura de presente um dvd da coleção "Baby Einstein" sobre a água. O dvd é maravilhoso, as músicas são lindas e as imagens têm um efeito hipnótico sobre os bebês. A Rachel chegou a bater palmas quando o dvd começou, pois ela tem em casa e adora. Hoje eu coloquei o dvd para a Laura e ela ficou vidrada nas imagens , de vez em quando dava gritinhos de alegria. Foi um baita presente!

Renata, Rachel e Ricardo, um beijão pra vocês!

Pezinhos da Laura



Uma das partes do corpinho da Laura que eu mais adoro são os pezinhos. Ela tem pezinhos muito engraçadinhos, que parecem a miniatura do pé do Felipe. Eu adoro dar beijinhos nela e ela parece saber desta minha fissura. Aí ela brinca, “sapateia” no trocador, faz todo charme.

Nós tentamos, por sugestão de amigos, marcar os pezinhos dela na argila. Foi um desastre, eu e Felipe nos sujamos inteiros (e a sala também) e nada de conseguirmos marcar o pé da Laura. Ela dava uma pisada no barro e só ficava um borrão. Aí eu resolvi fotografar seus pezinhos para ter uma lembrança.

Televina





Como todo bebê, a Laura normalmente se sente bastante atraída por luzes e cores. Sendo assim, a televisão representa uma grande fonte de distração para ela. Aos poucos eu vou me dando conta de que ela adora a tv e começo a ficar mais vigilante a respeito da programação. Ela chega a se virar toda na direção da luz e muitas vezes fica completamente hipnotizada com as imagens. Vamos ver no que isso vai dar...

15 outubro, 2006

A creche da Laura

Depois de olhar várias creches, decidimos colocar a Laura na primeira que nós havíamos avaliado e que fica aqui bem pertinho de casa. A empatia com as donas foi imensa desde a primeira vez, um ano antes de eu ficar grávida, e nós nos sentimos muito bem lá. A creche não é muito grande, mas é bem organizada, bem estruturada e parece cobrir todos os pontos importantes, desde higiene rigorosa, passando pelo cardápio diversificado e pela metodologia construtivista, que eu adoro, até o carinho das berçaristas com os bebês. Fui lá duas vezes, sem avisar, no início da tarde e uma das donas ficou comigo uma hora e meia nas duas vezes. Na semana passada elas fizeram a maior festa quando eu disse que faria a matrícula da Laura. Estou bastante confiante!

Nesse começo a Laura vai ficar meio período (6 horas), até que eu consiga definir como vai ficar minha situação profissional. Acho que vai ser bom começar assim também para dar ainda um tempo maior na amamentação. No ano que vem ela passa a ficar tempo integral.

Esta vai ser uma semana cheia de preparativos, papelada, material, entrevistas, etc. No dia 23 ela começa, quando completar 3 meses.

Presentes de Dia das Crianças



A Laura ganhou vários presentes legais no Dia das Crianças. A madrinha Carol deu duas roupinha lindas (que a mãe da Laura adorou porque são do tipo fácil de colocar / fácil de tirar), com dois lacinhos e dois pacotes de fralda (a Laura já está no "M", yes!!!). O padrinho Rafael deu um pianinho que nós adoramos. Eu fico tentando lembrar as notas de todas as musiquinhas infantis que eu conheço e o Felipe fica "compondo" novas músicas. Depois a gente vai deixar a Laura brincar...

O vovô Marcio deu um conjuntinho de short e camiseta em que está escrito "sou do vovô", muito fofo. Aí eu vesti a Lara com esta roupinha e ela feliz e contente fez um enorme cocô, daqueles que se espalham pelas costas... resultado, a roupa mal chegou e já está no varal...

Vovó Juvita e vovô Roberto deram um tigre lindo (foto) com móbiles pendurados. Nós batizamos o tigre de "Tigre Tales". Eu e Felipe demos mais móbiles para colocar no tapete de atividades e uma abelhinha que se chama Bel (foto). A tia Regina deu um chocalhinho e a tia Lilian deu uns dedoches da Turma da Mônica. Eu, crente que estava arrasando, fiquei chamando o Sansão (aquele coelhinho da Monica) de Bidu. A idade pesa...

Presente da avó para tomar banho de sol

Vovó Sonia deu para a Laura este conjuntinho fashion para tomar banho de sol. Ela ficou liiiiiinda demais. O problema da roupa é que ficam várias partes expostas, como por exemplo esta barriga redonda. Aí a mãe da Laura não faz outra coisa a não ser dar beijos e mais beijos nos bracinhos, nas perninhas, nos pezinhos....

Finalmente... laços!



Depois da minha reclamação aqui sobre as pessoas que falavam que a Laura era um "menininho lindo", recebi o apoio das pessoas mais próximas (hehehe) e ganhamos alguns lacinhos da minha irmã e da madrinha Carol. Vejam como ela ficou ainda mais linda!

Recados e comentários no Blog

De vez em quando recebo alguns recados muito legais aqui no blog, só que fico sem responder porque eles aparecem como anonymous-comment@blogger...

Quando a pessoa já tem conta no blog vem a identidade certinho, mas quando não tem eu fico sem o contato. Simone, isto aconteceu com sua mensagem. Quero falar sobre a creche, ok?!

13 outubro, 2006

Filha de "peixa"...



09 outubro, 2006

Laura sentada




Minha nova diversão é colocar a Laura sentada! Ela nunca gostou muito de ficar deitada, então eu tenho aproveitado os momentos de atividade dela para colocá-la sentadinha. E a última novidade dela é que agora ela descobriu como puxar os meus cabelos! Por enquanto eu estou adorando...

Olha só este sorriso!


O sorriso foi tão grande que a carinha dela chegou a ficar redoooooonda...

E a vida continua...






A Laura tem sido uma força imensa para mim nestes últimos 10 dias! Ela me dá energia e me inspira a continuar tocando a vida dentro de uma razoável normalidade, mesmo depois de tudo que aconteceu. Olhar para ela é pensar na reciclagem da vida, na revovação. Ela representa para mim a maior felicidade do mundo e mais uma vez eu serei grata a ela por esta presença aqui comigo.

01 outubro, 2006

Gol vôo 1907: Uma carta para minha parceira, grande amiga Te.







Eu continuo ligando para o celular dela... Parece uma vontade firme de manter a pessoa ainda aqui, conosco, podendo atender...
A voz dela na caixa postal é firme, informa o número, pede que deixe o recado e diz que vai ligar assim que puder. Agora liguei de novo e parece que a caixa postal está cheia...

Este texto vai meio no presente, de propósito, porque a intenção é esta, é a certeza de que nada acaba por aqui, a gente continua sendo, existindo, do lado de lá...

São tantos pensamentos e sentimentos nessa hora, é difícil organizar as coisas na cabeça. Agorinha mesmo eu pensei que o número de pessoas que tiveram a oportunidade de mudar suas vidas com seus ensinamentos, falando sobre “pensamento estratégico”, qualidade de vida, paixão no que se faz, liderança e tantos outros temas, deve ter passado de mil, de repente de dois mil. E o número de pessoas que tiveram a oportunidade de simplesmente conhecê-la, qual será?

Quem esteve presente em suas palestras e treinamentos sabe o tamanho do seu magnetismo. Dava para sentir no ar a energia das pessoas circulando pela sala através dos seus comandos. Impressionante mesmo. As pessoas ficam vidradas ouvindo-a falar.

A palavra que me vem à mente agora é GENEROSIDADE. Ela gosta muito desta palavra, eu também. Nós sempre falamos em generosidade para descrever pessoas muito, mas muito especiais mesmo, que são de nosso convívio. E generosidade me parece ser a palavra-chave neste momento.

Deus tem seus desígnios e nós somos pequenos demais para questioná-los. Mas que a gente fica meio de bico, ah, a gente fica.
Pois é, parece que Deus decidiu que já era hora dela voltar para o plano astral, que já era hora dela levar para lá tudo que aprendeu e desenvolveu aqui. Cabe a nós agora descobrir nossa GENEROSIDADE para entender e permitir em nossos corações que ela realmente passe para o plano de lá. O difícil é agüentar a saudade que já se pronuncia, a idéia de que o convívio não será mais possível. Mas logo vem o conforto... eu agora posso falar com ela, mandar mensagens, pensamentos, na hora em que eu quiser. Ela vai ouvir, ela vai receber meus recados. Claro que talvez não na velocidade de um telefonema e de um e-mail. Mas na velocidade dos que são agora etéreos, uma velocidade que ainda não compreendemos. Quem sabe ela não nos visita em sonho? Quem sabe ela não nos acompanha em silêncio, guiando nossos passos a partir de agora. É mais um reforço do lado de lá, mais uma torcedora ferrenha pelo nosso sucesso, pela nossa felicidade.

Nosso encontro foi daqueles meticulosamente desenhados pelos astros. Procurei empresas de treinamento e achei uma perto de casa, no Flamengo, e resolvi me apresentar. Já na primeira entrevista vieram conselhos valiosos que eu segui. Pouco depois veio a proposta de um trabalho free. Em seguida outro trabalho. E então a relação se estabeleceu. Foram muitas reuniões, alguns treinamentos, algumas viagens. Como a gente conversa, nossa! Sobre tudo. Os jantares nos hotéis sempre foram agradáveis, duas gulosinhas devorando batata frita e pensando na sobremesa...

E como a gente discute... Uma desafia a outra, questionando idéias, metodologias, processos. E a gente adora estas discussões, porque a gente sabe que o desenvolvimento intelectual e espiritual é garantido como saldo final. Dá trabalho, mas é bom!

Ela sempre foi meio amiga, meio guru, meio conselheira, meio mãe. Me deu dicas valiosas, é do tipo que mal você fala do que precisa e ela já passa a mão no telefone. Foi a dica do sanduíche a metro para o chá de bebê da Laura, a dica de que a creche deve ficar perto de casa, foi o bebê-conforto, um presente valioso, e tantos outros...

Ela se emocionou de verdade quando viu a Laura. Disse que a vida é um milagre. Que quando um bebê nasce, aquele instante pertence à mãe e ao bebê apenas e que é um momento mágico. Aí ela se lembrava do nascimento dos seus filhos e contava as histórias repetidas vezes, vibrando de emoção em todas elas. Sempre disse que era para eu dar toda a atenção do mundo para a Laura quando estiver amamentando.

Ela curtiu a gravidez inteira, acompanhou as reboladas da Laura na minha barriga, ajudou nos enjôos sempre me encorajando, brincou horrores comigo e com o Felipe no chá de bebê. Quando a Laura nasceu ela não pôde estar presente, mas telefonou e me disse palavras muito bonitas.

Nosso penúltimo encontro foi engraçado, íntimo. Conversamos sobre trabalho, mas principalmente sobre minhas questões pessoais às voltas com a maternidade, com a família, com tudo novo. Só eu, ela e Laura. Ela ria e se divertia com a Laura me fazendo trocar sucessivas fraldas. No último encontro a Laura dormiu no colo dela, relaxadinha. Ela depois saiu correndo, tinha um compromisso, mas a gente tinha marcado um trabalho, era certo que logo logo nos veríamos. Dias depois ela ligou e eu não pude atender, ficou só o recado na secretária eletrônica dizendo que o documento que eu tinha enviado estava ok.

Eu não sei se ela sabe o impacto que teve sobre a vida de tanta gente. O impacto que teve sobre a minha vida. O quanto eu mudei e amadureci com ela, o quanto me desenvolvi profissionalmente, o quanto pude melhorar como pessoa. Sou apenas uma representante de tanta gente que ela tocou e para quem ela fez o mesmo que fez comigo.

E agora, o que faz com que meu peito esteja doendo, como se tivesse um nó no estômago e um aperto na garganta, é saber que ela não vai curtir a Laura tão de pertinho como eu gostaria. A Laura vai ouvir muitas histórias sobre ela, com certeza, mas eu sinto muito pelo fato da Laura não ter o privilégio de aproveitar o convívio diário. Sim, porque o convívio com ela é um presente da vida.

A lembrança que fica é dela entrando no escritório, de maneira vigorosa como sempre, fazendo barulho, rindo e falando de braços para o alto: “eu não quero trabalhar hoje!!!”. Claro que a gente trabalhava, mas este tom logo de cara já ditava o ritmo do bom humor. A gente se divertia muito...

Tenho fé de que a partida foi serena, almas arrebatadas gentilmente antes do impacto. Acredito também que a chegada lá foi com comemoração pelos que a aguardavam com ansiedade. Imagino que tenha muito estudo e trabalho por lá, mas que ela nos acompanhe e esteja conosco de onde estiver.

Escrevo esta carta após ler a notícia na Internet dando a certeza que nós não queríamos ler. Vem uma semana difícil pela frente, mas a força para superar tudo isso foi uma das lições que ela deixou. A gente não pode decepcionar agora.

Te, é assim que me despeço temporariamente de você. Minha parceira, minha amiga, minha “jedi mor”. Eu, a pequena “padawan”, fico aqui firme, seguindo seus passos. A gente se encontra, tá?!