Encontros, desencontros e a arte de encontrar-se com si mesma...
A maturidade traz alguns benefícios na vida e neste momento eu sou grata pela minha. O que poderia ser um surto descontrol, muito calmamente está virando uma estratégia de ação. Falo da depressão pós-pós-pós-parto, que no meu caso mais poderia se chamar de "depressão pré-1 ano da Laura".
Quem me conhece de pertinho sabe que há alguns anos eu tinha uma figura corpórea de dar inveja a algumas atrizes globais, visto que a rotina era casa-faculdade-malhação. Aí veio namoro, casamento, muita independência de mãe e pai, compras de supermercado regadas a coca-cola, biscoitos e tudo o mais que acompanha este momento "tô podendo" e os muitos quilos a mais que apareceram como consequência natural deste tipo de ação.
Ai veio a história da gravidez, em que a gente fica naturalmente linda (todas ficam, sem exceção!) e eu estava vivenciando o auge do reencontro com meu corpo, pois os enjôos me deixavam mais esbelta, só com a barriga aparecendo. O peso ia aumentando, mas era como se tivesse emagrecido quase uns 10 kg na gravidez, visto o shape do rosto e dos braços.
Depois que o neném nasce, resta aquela barriga horrenda super fácida, like belly jelly, mas a gente tem a desculpa do "recém-parida". Não pode fazer nenhuma dieta drástica, tem que manter a saúde legal, mas socialmente existe a desculpa da forma fofinha.
Minha deprê de momento representa um certo basta nas desculpas e uma vontade grande de me reencontrar com a Roberta shapeada. O papel de mãe acaba sendo de protagonista, toma a nossa vida de assalto. Mas não é o único, longe disso. Neste momento é preciso resgatar a esposa, a profissional em tudo o que isso representa em termos de saúde e de estética. De barriga-à-espera-do-segundo-filho ou barriga-acabei-de-ter-neném, quero passar a "uau, como ela está beeeeeem". É possível?
Os empurrões: consultei meu amigão, irmão camarada, que me respondeu no tom pedido, curto e grosso, o quanto eu havia detonado minha pobre figura corporal. Consultei o marido, que, by de way, está malhando e está lindo (!), o qual foi direto ao ponto: "se você não encontra roupas que te sirvam em lojas normais e tem que ficar garimpando peças em lojas especiais, é sinal de que alguma coisa está errada". Consultei o futuro, que me perguntou: "quanto tempo você quer viver para curtir a Laura?" e assim por diante.
A minha filha Hares também precisa que eu esteja melhor. O mundo corporativo fica mais generoso e, cá entre nós, dar treinamento em forma é muito mais confortável.
Não sou Fênix para ressurgir das cinzas, não sou wonder-woman para lutar contra os inimigos abomináveis da gula e da preguiça, mas sou mais uma mãe a começar o longo período de readaptação e volta a si mesma. Se a gente consegue fazer malabarismos com uma mão só enquanto segura o filho com a outra, se a gente consegue inventar as mais diversas músicas em 2 segundos, o que é emagrecer alguns (vários ou muitos) quilos?
A motivação virá de uma baixinha cheirosa, que tem cabelos de baunilha, uma pele macia e quentinha, olhos profundos de tão seculares, um sorriso malandro e levado e que me chama de mamã. Precisa mais???
Quem me conhece de pertinho sabe que há alguns anos eu tinha uma figura corpórea de dar inveja a algumas atrizes globais, visto que a rotina era casa-faculdade-malhação. Aí veio namoro, casamento, muita independência de mãe e pai, compras de supermercado regadas a coca-cola, biscoitos e tudo o mais que acompanha este momento "tô podendo" e os muitos quilos a mais que apareceram como consequência natural deste tipo de ação.
Ai veio a história da gravidez, em que a gente fica naturalmente linda (todas ficam, sem exceção!) e eu estava vivenciando o auge do reencontro com meu corpo, pois os enjôos me deixavam mais esbelta, só com a barriga aparecendo. O peso ia aumentando, mas era como se tivesse emagrecido quase uns 10 kg na gravidez, visto o shape do rosto e dos braços.
Depois que o neném nasce, resta aquela barriga horrenda super fácida, like belly jelly, mas a gente tem a desculpa do "recém-parida". Não pode fazer nenhuma dieta drástica, tem que manter a saúde legal, mas socialmente existe a desculpa da forma fofinha.
Minha deprê de momento representa um certo basta nas desculpas e uma vontade grande de me reencontrar com a Roberta shapeada. O papel de mãe acaba sendo de protagonista, toma a nossa vida de assalto. Mas não é o único, longe disso. Neste momento é preciso resgatar a esposa, a profissional em tudo o que isso representa em termos de saúde e de estética. De barriga-à-espera-do-segundo-filho ou barriga-acabei-de-ter-neném, quero passar a "uau, como ela está beeeeeem". É possível?
Os empurrões: consultei meu amigão, irmão camarada, que me respondeu no tom pedido, curto e grosso, o quanto eu havia detonado minha pobre figura corporal. Consultei o marido, que, by de way, está malhando e está lindo (!), o qual foi direto ao ponto: "se você não encontra roupas que te sirvam em lojas normais e tem que ficar garimpando peças em lojas especiais, é sinal de que alguma coisa está errada". Consultei o futuro, que me perguntou: "quanto tempo você quer viver para curtir a Laura?" e assim por diante.
A minha filha Hares também precisa que eu esteja melhor. O mundo corporativo fica mais generoso e, cá entre nós, dar treinamento em forma é muito mais confortável.
Não sou Fênix para ressurgir das cinzas, não sou wonder-woman para lutar contra os inimigos abomináveis da gula e da preguiça, mas sou mais uma mãe a começar o longo período de readaptação e volta a si mesma. Se a gente consegue fazer malabarismos com uma mão só enquanto segura o filho com a outra, se a gente consegue inventar as mais diversas músicas em 2 segundos, o que é emagrecer alguns (vários ou muitos) quilos?
A motivação virá de uma baixinha cheirosa, que tem cabelos de baunilha, uma pele macia e quentinha, olhos profundos de tão seculares, um sorriso malandro e levado e que me chama de mamã. Precisa mais???

