Laura chegou!

Ela é linda, fofa, interessante, cheia de carinhas engraçadas. Tem um rostinho de boneca e já consegue ser muito doce. Seu cabelinho tem cheiro de baunilha! Sua presença já é imensa na nossa casa! Ela é a Laura, minha "filha filha", o maior presente que eu poderia ter recebido nesta vida. Acho que eu sou a mãe mais apaixonada do mundo. Apaixonada pela Laura e pelo Pai da Laura, co-autor desta obra preciosa.

06 junho, 2007

Encontros, desencontros e a arte de encontrar-se com si mesma...

A maturidade traz alguns benefícios na vida e neste momento eu sou grata pela minha. O que poderia ser um surto descontrol, muito calmamente está virando uma estratégia de ação. Falo da depressão pós-pós-pós-parto, que no meu caso mais poderia se chamar de "depressão pré-1 ano da Laura".

Quem me conhece de pertinho sabe que há alguns anos eu tinha uma figura corpórea de dar inveja a algumas atrizes globais, visto que a rotina era casa-faculdade-malhação. Aí veio namoro, casamento, muita independência de mãe e pai, compras de supermercado regadas a coca-cola, biscoitos e tudo o mais que acompanha este momento "tô podendo" e os muitos quilos a mais que apareceram como consequência natural deste tipo de ação.

Ai veio a história da gravidez, em que a gente fica naturalmente linda (todas ficam, sem exceção!) e eu estava vivenciando o auge do reencontro com meu corpo, pois os enjôos me deixavam mais esbelta, só com a barriga aparecendo. O peso ia aumentando, mas era como se tivesse emagrecido quase uns 10 kg na gravidez, visto o shape do rosto e dos braços.

Depois que o neném nasce, resta aquela barriga horrenda super fácida, like belly jelly, mas a gente tem a desculpa do "recém-parida". Não pode fazer nenhuma dieta drástica, tem que manter a saúde legal, mas socialmente existe a desculpa da forma fofinha.

Minha deprê de momento representa um certo basta nas desculpas e uma vontade grande de me reencontrar com a Roberta shapeada. O papel de mãe acaba sendo de protagonista, toma a nossa vida de assalto. Mas não é o único, longe disso. Neste momento é preciso resgatar a esposa, a profissional em tudo o que isso representa em termos de saúde e de estética. De barriga-à-espera-do-segundo-filho ou barriga-acabei-de-ter-neném, quero passar a "uau, como ela está beeeeeem". É possível?

Os empurrões: consultei meu amigão, irmão camarada, que me respondeu no tom pedido, curto e grosso, o quanto eu havia detonado minha pobre figura corporal. Consultei o marido, que, by de way, está malhando e está lindo (!), o qual foi direto ao ponto: "se você não encontra roupas que te sirvam em lojas normais e tem que ficar garimpando peças em lojas especiais, é sinal de que alguma coisa está errada". Consultei o futuro, que me perguntou: "quanto tempo você quer viver para curtir a Laura?" e assim por diante.

A minha filha Hares também precisa que eu esteja melhor. O mundo corporativo fica mais generoso e, cá entre nós, dar treinamento em forma é muito mais confortável.

Não sou Fênix para ressurgir das cinzas, não sou wonder-woman para lutar contra os inimigos abomináveis da gula e da preguiça, mas sou mais uma mãe a começar o longo período de readaptação e volta a si mesma. Se a gente consegue fazer malabarismos com uma mão só enquanto segura o filho com a outra, se a gente consegue inventar as mais diversas músicas em 2 segundos, o que é emagrecer alguns (vários ou muitos) quilos?

A motivação virá de uma baixinha cheirosa, que tem cabelos de baunilha, uma pele macia e quentinha, olhos profundos de tão seculares, um sorriso malandro e levado e que me chama de mamã. Precisa mais???

2 Comments:

  • At 5:43 PM, Blogger Flávia Bergqvist Teixeira said…

    Realmente não precisa de mais nada, Roberta. A Laura e o teu marido, depois de vc mesma, é claro, são mais que suficientes para impulsionarem esse resgate.
    Se conselho fosse bom, eu sei que a gente vendia... Mas como sou gastroplastizada, te digo o seguinte: corre enquanto é tempo, enquanto vc consegue emagrecer sozinha. Eu não corri a tempo e quando vi, não tinha mais como emagrecer sozinha. Passar pela cirurgia foi bom, mas não foi nada fácil.
    Tô na torcida por vc. Agora... Fiquei curiosa pra ver uma foto sua de antes, na época "em que dava inveja a atrizes globais", kkkk.
    Bjks!

     
  • At 8:25 AM, Blogger caucherques said…

    Roberta, sei que não é de muita ajuda, mas vc não tá sozinha. A tristeza de estar acima do peso que leva a raiva por conta da falta de tempo de se cuidar que leva direto ao sorvete de chocolate é uma maldição. Vc me deu foi um estímulo pra quebrar essa corrente! O que vale é que temos filhas lindas e maridos fora de série...A gente vai se ajudando e se empurrando rumo ao manequim 40 ok?!
    Beijos!

     

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