EU
Gente, eu não sou muito de ficar contando vantagem, mas... na boa..., estou com vontade de me elogiar hoje, de encher mesmo a minha bola. Tô precisando...
Estou em Maringá, no Paraná, entregando os resultados da Pesquisa de Clima Organizacional para uma empresa cliente. (Para quem não sabe, sou da área de RH). Tenho que administrar tudo ao mesmo tempo agora:
a saudade GIGANTE que eu estou sentindo da Laura;
todas as emoções juntas que vêm quando falam de cinco em cinco minutos lá na empresa cliente sobre a minha parceira que morreu, Terezinha;
a logística lá em casa dos leites (materno e Nan HA) da Laura e de quem cuida da Laura na minha ausência;
o marido que continua trabalhando extra enquanto eu estou viajando (não porque quer, é claro!);
o planejamento das compras de Natal;
checagem com o marido sobre o dinheiro da faxineira... ufa!
A coisa da Laura é bem louca mesmo. Venho fazendo sucessivas lavagens cerebrais para não enlouquecer. Meu peito tá imenso, cheio de leite e eu tendo que equilibrar as ordenhas de alívio para não deixar de produzir leite e ao mesmo tempo não causar uma superprodução.
Quando me vem 'a mente a imagem da Laura e em seguida a ameaça do desabamento emocional, ponho rapidamente na cabeça a idéia de que o trabalho é importante e que logo vou revê-la. Sim, porque queda de barreira na serra é pouco perto do que a gente passa quando se separa de filho. A gente parece se lembrar até do cantinho da unha do pé do bebê, né não ?!
Mas é punk o negócio, parece que está faltando um pedaço de mim aqui.
E o pior é ainda ouvir a minha mãe se divertindo com ela, dizendo que ela tá brincando super bem, que está lá no cafofo fazendo carinho nela. Nestas horas, baixa Nelson Rodrigues e soa o diabinho dizendo: "tá vendo, você é uma péssima mãe, sua filha está lá se apegando muito mais 'a avó do que a você". Haja treinamento jedi para racionalmente entender que o que a sua mãe fez foi te tranquilizar ao dizer que está TUDO BEEEM, que sua filha está super bem cuidada e feliz, mesmo com sua pequenina ausência.
A parte da Te também está intensa, hoje no final do trabalho não deu pra não chorar. O presidente agradeceu o nosso trabalho e prestou uma bela homenagem ao trabalho que ela fez por lá. Aí a gente tenta manter a pose, quando o coração está apertado com uma saudade que vai aumentando com o passar dos meses, com a constatação da falta que ela está fazendo e com uma dor leve, mas constante, pela perda mesmo, pela não convivência que acontece.
É gente, quem mandou viver na Terra??? Foi mais um desabafo, uma tentativa de aliviar esta avalanche de emoções que assola esta mente que vos fala...
No próximo post eu volto ao "normal" (agora só rindo, mesmo...) e coloco aqui as fotos da minha gatinha que se divertiu horrores na festa da Rachel. Teve direito a balanço e tudo! Ah, ainda recebi emprestado um sling, não vejo a hora de começar a usar. Me aguardem!!!
Estou em Maringá, no Paraná, entregando os resultados da Pesquisa de Clima Organizacional para uma empresa cliente. (Para quem não sabe, sou da área de RH). Tenho que administrar tudo ao mesmo tempo agora:
a saudade GIGANTE que eu estou sentindo da Laura;
todas as emoções juntas que vêm quando falam de cinco em cinco minutos lá na empresa cliente sobre a minha parceira que morreu, Terezinha;
a logística lá em casa dos leites (materno e Nan HA) da Laura e de quem cuida da Laura na minha ausência;
o marido que continua trabalhando extra enquanto eu estou viajando (não porque quer, é claro!);
o planejamento das compras de Natal;
checagem com o marido sobre o dinheiro da faxineira... ufa!
A coisa da Laura é bem louca mesmo. Venho fazendo sucessivas lavagens cerebrais para não enlouquecer. Meu peito tá imenso, cheio de leite e eu tendo que equilibrar as ordenhas de alívio para não deixar de produzir leite e ao mesmo tempo não causar uma superprodução.
Quando me vem 'a mente a imagem da Laura e em seguida a ameaça do desabamento emocional, ponho rapidamente na cabeça a idéia de que o trabalho é importante e que logo vou revê-la. Sim, porque queda de barreira na serra é pouco perto do que a gente passa quando se separa de filho. A gente parece se lembrar até do cantinho da unha do pé do bebê, né não ?!
Mas é punk o negócio, parece que está faltando um pedaço de mim aqui.
E o pior é ainda ouvir a minha mãe se divertindo com ela, dizendo que ela tá brincando super bem, que está lá no cafofo fazendo carinho nela. Nestas horas, baixa Nelson Rodrigues e soa o diabinho dizendo: "tá vendo, você é uma péssima mãe, sua filha está lá se apegando muito mais 'a avó do que a você". Haja treinamento jedi para racionalmente entender que o que a sua mãe fez foi te tranquilizar ao dizer que está TUDO BEEEM, que sua filha está super bem cuidada e feliz, mesmo com sua pequenina ausência.
A parte da Te também está intensa, hoje no final do trabalho não deu pra não chorar. O presidente agradeceu o nosso trabalho e prestou uma bela homenagem ao trabalho que ela fez por lá. Aí a gente tenta manter a pose, quando o coração está apertado com uma saudade que vai aumentando com o passar dos meses, com a constatação da falta que ela está fazendo e com uma dor leve, mas constante, pela perda mesmo, pela não convivência que acontece.
É gente, quem mandou viver na Terra??? Foi mais um desabafo, uma tentativa de aliviar esta avalanche de emoções que assola esta mente que vos fala...
No próximo post eu volto ao "normal" (agora só rindo, mesmo...) e coloco aqui as fotos da minha gatinha que se divertiu horrores na festa da Rachel. Teve direito a balanço e tudo! Ah, ainda recebi emprestado um sling, não vejo a hora de começar a usar. Me aguardem!!!

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